Renegociação estratégica de passivo bancário

Auditoria de contratos, gestão de dívidas e proteção patrimonial para empresas diante das instituições financeiras.

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Análise do seu caso

Vamos analisar o passivo bancário da sua empresa

O primeiro passo é compreender a operação, organizar os documentos e definir a estratégia adequada ao caso.

O escritório atua em passivo bancário de empresas no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, a partir de R$ 50 mil. Abaixo desse valor a análise técnica não se justifica em relação ao custo do trabalho.

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O que mudou em 2025

Os bancos passaram a contabilizar o crédito de outra forma

Desde 1º de janeiro de 2025 estão em vigor a Resolução CMN nº 4.966/2021 e a Resolução BCB nº 352/2023, que aproximam o sistema bancário brasileiro do padrão internacional IFRS 9.

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Até 2024

Provisão baseada principalmente no atraso já ocorrido, pela classificação de risco de AA a H da antiga Resolução nº 2.682/1999.

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A partir de 2025

Provisão para perda esperada: o banco precisa reservar recursos para o risco de crédito antes mesmo de o prejuízo se concretizar.

No mesmo período, a Lei nº 14.467/2022 passou a reger a dedução fiscal das perdas dos bancos no recebimento de créditos.

Estágios da dívida

Em cada estágio, a dívida tem um custo diferente para o banco

Estágio 1

Em dia ou com até 30 dias de atraso. Provisão baixa e juros reconhecidos como receita.

Estágio 2

Entre 30 e 90 dias. O risco aumenta e a provisão passa a considerar toda a vida do contrato.

Estágio 3

Mais de 90 dias. Ativo problemático e stop accrual: os juros deixam de gerar lucro.

Piso prudencial

A provisão mínima sobe mês a mês, conforme a carteira e o tempo de atraso.

Baixa para prejuízo

Sem expectativa razoável de recuperação, o crédito é baixado.

Saber em que estágio está cada contrato define o momento e o tom da negociação.
Carteiras de crédito

A garantia do contrato define quanto o banco precisa provisionar

Cada operação é enquadrada em uma carteira, de C1 a C5. Quanto mais forte a garantia, menor a provisão mínima exigida.

C1

Garantias mais fortes

Imóveis em alienação fiduciária.

C2

Boa liquidez

Recebíveis e instrumentos de liquidação rápida.

C3

Outras garantias

Garantias reais diversas, garantias pessoais ou seguro de crédito.

C4

Sem garantia, com percentual próprio

Determinadas operações com tratamento específico.

C5

Sem garantia ou colateral

Operações descobertas — a provisão mínima mais alta da tabela.

Classificação resumida. O enquadramento exato de cada operação segue a Resolução BCB nº 352/2023.

Piso prudencial de provisão

Quanto o banco já provisionou da sua dívida

Percentual mínimo do saldo que o banco precisa reservar para uma dívida inadimplida, conforme a carteira e o tempo de atraso.

← Garantia mais forteSem garantia →
Dias de atrasoC1C2C3C4C5
91 a 1205,5%30%45%35%50%
121 a 15010%33,4%48,7%39,5%53,4%
151 a 18014,5%36,8%52,4%44%56,8%
331 a 36041,5%57,2%74,6%71%77,2%
361 a 39046%60,6%78,3%75,5%80,6%
541 a 57073%81%100%100%100%
721 a 750100%100%100%100%100%
80,6% é o mínimo já provisionado de uma dívida sem garantia (C5) com cerca de um ano de atraso.

Faixas selecionadas. Percentuais mínimos sobre o valor contábil bruto; o banco pode provisionar acima do piso. Fonte: Resolução BCB nº 352/2023, Anexo I.

Os quatro números da negociação

Toda renegociação bem feita parte de quatro números

1

Valor cobrado

O saldo que o banco apresenta como devido, com todos os encargos.

2

Saldo juridicamente defensável

O que resta depois de expurgar juros abusivos, venda casada, tarifas e demais irregularidades.

3

Valor contábil líquido (VCL)

Quanto a dívida ainda vale no balanço do banco: o saldo menos a provisão já constituída.

4

Capacidade real de pagamento

O que a empresa consegue pagar sem comprometer o caixa e a operação.

O acordo viável nasce do encontro desses quatro números. Quando a proposta supera o valor contábil líquido, o banco recupera mais do que já tem registrado no balanço.
Na mesa de negociação

A dívida parada passou a custar caro para o banco

◆

Gera provisão

Cada contrato problemático exige reserva, que reduz o resultado do banco no período.

⊘

Não gera receita

Com o stop accrual, os juros que continuam correndo não entram como lucro no balanço.

▦

Consome capital

A carteira problemática ocupa capital e estrutura de cobrança por tempo indeterminado.

A regra contábil não garante desconto. Ela muda o incentivo do credor — e esse incentivo pesa quando a proposta chega organizada e tecnicamente fundamentada.
Janelas de negociação

O último trimestre concentra a maior janela do ano

Os bancos fecham o balanço anual em 31 de dezembro. Entre outubro e dezembro, a pressão por recuperar crédito e reduzir provisões costuma abrir mais espaço para acordos.

JanFevMarAbrMaiJun JulAgoSetOutNovDez
A análise do contrato leva algumas semanas. Para aproveitar a janela deste ano, o trabalho precisa começar agora.

Tendência observada na prática das negociações. O resultado depende do banco, da carteira e da documentação de cada caso.

Acesso aos documentos

Quando o banco não entrega o histórico da dívida

É muito mais comum do que parece. A empresa pede a evolução do saldo devedor, os contratos antigos e os aditivos das renegociações — e recebe silêncio, resposta pela metade ou um "vou verificar" que não volta. Com cartão de crédito empresarial isso é quase regra.

E sem esses papéis não existe auditoria possível: não há como apurar o que é realmente devido sem ver por onde o saldo passou até chegar ao número que estão cobrando hoje.

1

Notificação formal ao banco

Pedido por escrito, com prazo e com registro de entrega, dos contratos, aditivos, extratos e da evolução do saldo. Boa parte dos documentos costuma aparecer já nessa etapa.

2

Reclamação registrada no Banco Central

Registro formal na ouvidoria da instituição e, conforme o caso, no canal de reclamações do Banco Central. Não obriga a entrega sozinho, mas cria registro datado da recusa e alimenta a supervisão.

3

Ação de exibição de documentos

Se a recusa persistir, é possível pedir ao Judiciário que determine a apresentação. É o caminho quando o banco simplesmente não responde.

Enquanto o histórico não aparece, qualquer proposta que chegue é uma conta que você não tem como conferir.
Auditoria do contrato

O que procuramos em cada operação

%

Juros abusivos

Taxas acima da média de mercado ou diferentes das pactuadas.

⊗

Descumprimento do contrato

Obrigações que o próprio banco deixou de cumprir.

↗

Evolução irregular da dívida

Saldo que cresceu em desacordo com o previsto no contrato.

↻

Renegociações abusivas

Rolagens que incorporaram encargos e ampliaram a dívida.

⛓

Venda casada

Seguros, títulos de capitalização e produtos impostos junto com o crédito.

▤

Tarifas e encargos indevidos

Cobranças sem previsão contratual ou sem serviço prestado.

▦

Cartão de crédito empresarial

Rotativo, parcelamento de fatura e encargos de atraso — onde as taxas costumam ser as mais altas de toda a relação com o banco.

Cada irregularidade encontrada se torna argumento de redução na negociação ou fundamento de revisão judicial.
Proteção patrimonial

O primeiro objetivo é a empresa não perder patrimônio

⌖

Mapear garantias

Levantamento de imóveis, veículos, recebíveis, avais e fianças vinculados a cada contrato.

🔒

Evitar novas obrigações

Nenhuma confissão de dívida, aditivo ou nova garantia antes da análise técnica da proposta do banco.

⚖

Penhora no menor valor

Se a penhora for inevitável, buscar que recaia sobre o menor valor possível e pelo meio menos gravoso ao devedor (CPC, art. 805).

▣

Preservar a operação

Proteger contas, recebíveis e bens essenciais à atividade, para que a cobrança não paralise o negócio.

Processo de atendimento

Da análise inicial à execução da estratégia

Contato inicial

Contexto, urgência e documentos disponíveis.

Avaliação preliminar

Leitura inicial e pontos a investigar.

Proposta de trabalho

Escopo, honorários e etapas, definidos por escrito antes de qualquer contratação.

Investigação

Exame técnico de contratos, aditivos e extratos.

Execução

Negociação ou medida judicial, conforme a estratégia definida.

Acompanhamento

Comunicação contínua até o desfecho.

Sobre o advogado

Especialização técnica para decisões financeiras mais seguras

Conrado Azevedo de Sá Sanches
14 anos de atuação em direito bancário

Conrado Azevedo de Sá Sanches
OAB/RJ 167.519

Sou Conrado Azevedo de Sá Sanches, advogado inscrito na OAB/RJ sob o nº 167.519. Há 14 anos atuo em Direito Civil, com especialização em Direito Bancário, representando empresas em conflitos com instituições financeiras: renegociação de passivo, auditoria e revisão de contratos, defesa em execuções e cobranças e proteção do patrimônio dos sócios.

Atendo empresas no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, de forma presencial no escritório do Centro do Rio e remota nos três estados.

O acompanhamento é direto: você trata o caso comigo, do primeiro contato ao desfecho.

Áreas de atuação
✓

Renegociação de dívidas bancárias empresariais

✓

Revisão e auditoria de contratos

✓

Defesa em execuções e cobranças

✓

Proteção patrimonial de empresas e sócios

✓

Golpes e fraudes bancárias

Como trabalhamos

Estratégia individualizada e comunicação transparente

◈

Especialização técnica

Foco em direito bancário e nos conflitos com instituições financeiras.

⌕

Análise individualizada

Cada caso examinado a partir dos seus documentos e objetivos.

✎

Contato direto

Comunicação próxima com o advogado responsável pelo caso, do começo ao fim.

🔒

Transparência e sigilo

Escopo, honorários, prazos e riscos alinhados desde o início.

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Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

A empresa pode renegociar mesmo com execução em andamento?

Sim. A negociação pode ocorrer com processo em curso. Após a análise técnica e a apresentação dos argumentos jurídicos, a mesa de negociação costuma se abrir — especialmente quando o crédito já foi provisionado pela instituição.

Quanto tempo leva?

Depende da complexidade da dívida e da colaboração da instituição financeira. A análise técnica inicial é concluída em algumas semanas. Negociações simples podem se resolver em 30 a 60 dias. Casos com múltiplos contratos levam mais tempo.

Preciso parar de pagar para negociar?

Não necessariamente. A decisão sobre pagamentos durante a negociação é estratégica e depende de cada caso. Após a análise, orientamos a postura que preserva o caixa sem comprometer a posição negocial da empresa.

A conta da empresa foi bloqueada. É possível discutir?

Sim. É possível pedir o desbloqueio total ou parcial, especialmente quando a constrição compromete a atividade da empresa. Nesses casos a atuação imediata é determinante.

Quais estados vocês atendem?

Atuamos no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, com atendimento presencial no escritório do Rio de Janeiro e atendimento remoto. Todo o processo pode ser conduzido de forma digital.

A análise inicial tem custo?

A análise técnica do passivo é um serviço profissional. Escopo, honorários, prazos e riscos são alinhados por escrito no primeiro contato, antes de qualquer contratação. Nenhum valor é cobrado sem acordo prévio.

Sem compromisso

Não assine nada sem uma análise técnica antes.

Uma auditoria inicial pode revelar irregularidades que mudam a negociação inteira. O custo de não fazê-la é assumido pela empresa — não pelo banco.

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